17.mai.2016 – A importância de treinarmos o Surfe no seco

Braços abertos, pés aparentemente desalinhados, joelhos flexionados e voltados ao centro, olhar fixo ‘à frente’… Nossa, quantos detalhes! Será que o hábito de treinarmos as manobras e posições do Surfe fora d’água pode nos ajudar a melhorarmos o nosso desempenho nas ondas? (Foto: “Mike” Michael L. Baird).

No Surfe precisamos nos moldar às exigências da onda a cada instante, ela nos rege o tempo todo e todos os nossos movimentos e posições têm de ser milimetricamente antecipados e executados com perfeição (foto: Stan Shebs).

Como no Surfe dependemos em boa parte da ‘boa vontade’ das ondas, nele ficamos mais à mercê das forças da Natureza do que em outras modalidades esportivas que, embora praticadas não necessariamente no meio líquido, nos permitem experimentarmos e ‘entendermos’ – às vezes com menos dificuldade – diversas situações semelhantes àquelas que o Surfe nos solicita (foto: Trevorhall89).

O nível com que os demais esportes – e também uma série de outras atividades físicas – se assemelham com o Surfe pode ter a ver com uma ou mais dentre as seguintes dimensões: se a prática se dá mediante a manipulação de algum objeto externo ao nosso corpo (no caso, utilizando a prancha como implemento de deslize); o grau de instabilidade corporal envolvida; se o ambiente é fechado (domesticado) ou aberto (selvagem); e, finalmente, se as condições que regulam o desempenho das habilidades motoras variam ou permanecem constantes a cada nova tentativa de movimento (foto: Søren Hoven).

Sendo assim, uma vasta gama de movimentos e posições pode e deve ser praticada fora d’água… na areia, na sala de ginástica, em frente ao espelho, junto a uma parede… visando tanto à aprendizagem, como ao refinamento do correto controle motor dentro do esporte (foto: Pixabay).

E, tendo em vista que fazem-se necessárias muitas e muitas repetições – dentro de um padrão-modelo minimamente suficiente – para alcançarmos a efetiva aquisição um dado gesto motor, voltando ao Surfe temos que toda a problemática relacionada com a manipulação da prancha, a instabilidade corporal, o dinamismo do ambiente e a variabilidade a cada nova tentativa de execução, precisa ser levada em conta quando do planejamento do curso, unidades e aulas (foto: domínio público).

Tomando então, a título de ilustração, a tarefa motora de entubar, de imediato notamos a dificuldade que seria se fôssemos depender apenas dos instantes em que conseguimos, de fato, colocarmo-nos dentro de um tubo de verdade para podermos, só então, treinar o nosso posicionamento (foto: Hillebrand Steve).

Por isso, toda estratégia que vise nos aproximar de quaisquer dos aspectos do Surfe, por meio do ‘isolamento’ de um ou mais dentre os quatro fatores intervenientes previamente mencionados, deve ser vista com bons olhos dentro de uma perspectiva didático-pedagógica de ensino e promoção do esporte. Valendo ressaltar que tal aproximação pode se dar tanto de uma forma intencional (quando sob a orientação formal de um professor de Educação Física) quanto ao acaso (por ocasião de estarmos praticando determinada atividade que, de alguma forma, se correlacione com o esporte) (foto: Mdk572).

Como considerações finais, recomendamos que iniciativas de treinamento no seco sejam encorajadas junto a iniciantes, intermediários e mesmo surfistas avançados ou profissionais, atentando para a imprescindibilidade de que o modelo adotado atenda minimamente aos padrões de excelência da real conduta motora que se busca alcançar. Em tempo, há que se tecer também considerações acerca não apenas das dimensões pedagógicas abordadas neste texto, porém também das particularidades que o ensino do Surfe nos demanda do ponto de vista da Aprendizagem Motora e também dos aspectos de segurança e autonomia marítimos propriamente ditos – os quais pretendemos explorar em artigo futuro. Saudações aos Surfistas de Alma! (Foto: Phil Stefans).

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