Abordagem Pedagógica

Inferindo a partir de observação diária, em um significativo número de ocasiões presumimos ser possível distinguirmos surfistas que aprenderam a surfar em escolinhas de surfe de outros que tenham aprendido por conta própria. Listamos um grupo de características psicomotoras para auxiliar na diferenciação desses 2 grupos, e levantamos a hipótese dos modelos de ensino de escolinhas de surfe poderem ser otimizados pelo emprego de uma abordagem científica.

Suspeitamos que o fenômeno da assistência motora direta aos estudantes seja capaz de distorcer as suas interações com o ambiente, podendo levar ao estabelecimento de padrões motores imprecisos e concepção equivocada da real dimensão dos perigos marítimos.

Em acréscimo, a interferência na aprendizagem motora pode ser agravada se for dada preferência à estimulação auditiva, em detrimento da visual, nos estágios iniciais do pegar ondas. O desenvolvimento da ativação motora pela estimulação visual pode ficar prejudicado em alguns modelos de ensino se a atenção requerida para a leitura das ondas estiver sendo majoritariamente direcionada por ordenação verbal.

Propomos um plano de 10 unidades, rumo à conscientização acerca dos diversos requisitos demandados pelo surfe, e à otimização do repertório motor e intelectual, de forma que os estudantes possam futuramente proceder a uma etapa segura de aprendizagem por conta própria.

Ao focarmos a atenção dos estudantes sobre os conteúdos de ensino, um por vez, e suprindo-os com volume e continuidade suficiente de estímulos específicos, buscamos antes consolidar os requeridos graus de aprendizagem motora para então avançarmos ao estudo dos conteúdos seguintes. Ferramentas pedagógicas especiais são empregadas para garantir a segurança desse aprendizado que prescinde de assistência motora direta e verbal indevida.

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