Cientista da NASA amante do mar analisa a falta d’água no Brasil

Prezados Amigos,

O entrevistado de hoje no SurfingPedagogy.com é o Dr. Augusto Getirana. Especialista em recursos hídricos, Augusto tem 34 anos, é engenheiro civil pela UFRJ, com mestrado pela COPPE e doutorado pela Universidade de Toulouse. Mundialmente respeitado por sua expertise na área, hoje reside em Washington, D.C., e atua pela NASA.

Tendo vivido sua infância e adolescência no Rio de Janeiro, hoje Augusto nos fala sobre seu trabalho, sua relação com o mar, e também sobre como a atual crise de planejamento energético brasileira pode afetar a vida de todos nós, amantes da natureza, dos rios e oceanos (todas as fotos: cortesia de Augusto Getirana).

Tendo vivido sua infância e adolescência no Rio de Janeiro, hoje Augusto nos fala sobre seu trabalho, sua relação com o mar, e também sobre como a atual crise de planejamento energético brasileira pode afetar a vida de todos nós, amantes da natureza, dos rios e oceanos (todas as fotos: cortesia de Augusto Getirana).

Abordando um tema bastante relevante na conjuntura brasileira atual, a entrevista foi realizada entre maio e agosto de 2014, e teve como objetivo apresentar o parecer de um cientista especialista no assunto, acreditando na importância de trazermos essas informações a público. Agradecendo de antemão ao Dr. Augusto Getirana por seu tempo, vamos à leitura!

***

SurfingPedagogy.com: CARO AUGUSTO, BOM DIA! PODERIA INICIAR NOS CONTANDO UM POUCO SOBRE A SUA RELAÇÃO COM O MAR?

Augusto: Bom dia.

Todo carioca possui uma certa relação com o mar. Em alguns casos, é claro, essa relação é mais íntima. Comigo não foi diferente. Desde jovem frequento a praia. Durante a adolescência, pegava onda de peito e fazia Bodyboarding na Barra da Tijuca, havendo um momento, inclusive, em que tentei surfar. Mas por alguma razão que não me recordo mais deixei essas atividades de lado.

Por um longo tempo, a praia passou a ser somente um ambiente recreacional na areia. Em 2010, quando vivia em Toulouse, na França, passei a frequentar a associação de esportes marítimos Les Amis de la Mer, e comecei a praticar mergulho, uma atividade que me fascinava desde pequeno. Desde então, não parei mais.

Tive a oportunidade de mergulhar em locais na França, Tailândia, Madagascar, República Dominicana, México, Honduras e aqui no Brasil, em Arraial do Cabo. Entretanto, foi na ilha hondurenha de Utila onde tive meu primeiro contato com o mergulho livre, o chamado freediving.

Contrariamente ao mergulho com tanque de ar, o freediving é um verdadeiro esporte, e que requer tanto a preparação física quanto mental do atleta, além de ser altamente desafiador. Foi incrível a sensação que tive ao descer pela primeira vez a 23 metros de profundidade somente com uma inspiração profunda e ver toda aquela água em cima de mim!

Atualmente minha relação com o mar se dá principalmente na faixa dos 10 a 40 metros de profundidade. É claro que morando longe do litoral, essas atividades se tornam bastante infrequentes. Mas a vontade de continuar explorando o oceano é grande.

Augusto rumo a mais um de seus mergulhos, desta vez em Playa del Carmen, no México.

Augusto rumo a um de seus mergulhos (Playa del Carmen, México).

SurfingPedagogy.com: E A FOTOGRAFIA SUBMARINA, DE QUE FORMA ENTROU EM SUA VIDA?

Augusto: A fotografia submarina é algo que veio naturalmente com o aprendizado do mergulho, por sempre ter gostado de fotografar. Então, ainda durante meu curso de nível 1 de mergulho em 2011, comprei uma Nikon portátil e caixa estanque, e fui de férias para a Tailândia. Lá, tirei minhas primeiras fotos submarinas.

Claro que não ficaram muito boas, pois não tinha qualquer familiaridade com o equipamento e nem com o meio submarino na época. Na verdade, minha experiência ainda é pouca nessa área, e ainda tenho muito o que aprender. Sigo na fotografia submarina mais como amador curioso. Os desafios da fotografia no mar são muitos.

São muitas variáveis que devemos levar em conta, desde a respiração e balanço dentro d’água até o controle do equipamento fotográfico. Tudo isso me faz lembrar de uma história, novamente em Utila, quando após uma saída em mar para dois mergulhos matinais, o capitão do barco notara evidências de um tubarão-baleia nas proximidades – apesar de serem tubarões, essa espécie é bastante dócil.

O capitão aproximou o barco o máximo possível do peixe e todos os mergulhadores saltaram do barco (sem equipamento de mergulho; somente nadadeiras, máscara e snorkel) para poder vê-lo de dentro d’água. Fiz um vídeo – que ficou meio tremido, pois para não perder tempo na hora de entrar na água, decidi não calçar as nadadeiras (uma má ideia, diga-se de passagem), e tive que segui-lo a braçadas, com um braço só, porque o outro segurava a câmera. Apesar do sufoco, foi uma grande experiência!

Em Honduras, Augusto fotografando embaixo d’água na ilha de Utila.

Em Honduras, Augusto fotografando embaixo d’água na ilha de Utila.

SurfingPedagogy.com: AUGUSTO, AGORA VOCÊ PODERIA NOS DESCREVER A SUA TRAJETÓRIA ACADÊMICA E SEUS INTERESSES DE TRABALHO?

Augusto: Sou pesquisador no Hydrological Sciences Lab no Goddard Space Flight Center da NASA. Formei-me em Engenharia Civil em 2003 pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com mestrado em Gerenciamento de Recursos Hídricos pela COPPE/UFRJ (2005). Recebi meus diplomas de Ph.D. em 2009, pela Universidade de Toulouse III, em Ciências da Terra, e pela UFRJ, em Engenharia Civil, com ênfase em Hidrologia. Trabalhei anteriormente no Serviço Meteorológico Francês (Meteo-France) e na Agência Espacial Francesa (CNES), ambos em Toulouse.

Minhas linhas de pesquisa abrangem a compreensão de processos hidrológicos em diferentes escalas espaciais e temporais, e fenômenos extremos  como cheias e secas  utilizando modelos hidrológicos e dados de sensoriamento remoto.

Pela extrema relevância de suas pesquisas e trabalhos acadêmicos, em dezembro de 2013 Augusto foi escolhido para falar em nome dos alunos e ex-alunos homenageados no aniversario de 50 anos da COPPE (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da UFRJ), diante de milhares de pessoas.

Pela relevância de suas pesquisas e trabalhos acadêmicos, em dezembro de 2013 Augusto foi escolhido para falar em nome dos alunos e ex-alunos homenageados no aniversário de 50 anos da COPPE (Coordenação dos Programas de Pós-Graduação em Engenharia da UFRJ), diante de milhares de pessoas.

SurfingPedagogy.com: ULTIMAMENTE NO BRASIL TEMOS VISTO COM CERTA FREQUÊNCIA O DEPOIMENTO DE ESPECIALISTAS EM RECURSOS HÍDRICOS, A RESPEITO DA ATUAL CRISE IMINENTE DE ABASTECIMENTO HIDRELÉTRICO NO PAÍS. VOCÊ ESTÁ A PAR DA SITUAÇÃO? DE QUE FORMA A NASA PARTICIPA, EM TERMOS PRÁTICOS, DO PLANEJAMENTO ENERGÉTICO DOS ESTADOS UNIDOS, E TEM HAVIDO ALGUMA REPERCUSSÃO AÍ SOBRE OS FATOS RECENTES A ESSE RESPEITO NO BRASIL?

Augusto: Sim, tenho acompanhado o noticiário através da internet e de amigos que me enviam artigos publicados em jornais brasileiros. Essa situação é o resultado de uma longa história de (1) falta de projeção, (2) subdimensionamento e/ou (3) precariedade de obras de engenharia de recursos hídricos no Brasil por parte do governo. Esse assunto virou manchete porque afeta gravemente a vida de todos os cidadãos das duas principais cidades brasileiras, trazendo restrições de consumo de água e energia elétrica. Entretanto, outros grandes exemplos dos três pontos citados acima são os deslizamentos que ocorrem anualmente no estado do Rio, inúmeras enchentes a cada verão e falta de saneamento. Mas como esses outros problemas são mais recorrentes, infelizmente já fazem parte do quotidiano do brasileiro. A questão da estiagem tem um tempo de recorrência maior, tornando-se uma ‘novidade’ a cada vez que se repete. Entretanto, com as mudanças climáticas, esses extremos climatológicos tendem a ocorrer com mais frequência.

A ausência de um sistema de monitoramento eficiente é outra razão para que se tenha chegado a esse ponto. Vivo nos Estados Unidos há três anos e, segundo minhas observações, aqui o bem-estar e segurança do cidadão são levados a sério. Eles possuem um sistema de monitoramento altamente eficiente, usando dados de diversos satélites da NASA para a realização de previsões precisas.

A NASA não participa diretamente no planejamento energético dos EUA. Isso se explica pelo fato de que a energia no país é originada, principalmente, a partir de recursos não renováveis como petróleo, gás e carvão. Fontes de energia renováveis, tais como a hidrelétrica, a solar e a eólica – com as quais o setor de ciências da Terra da NASA poderia contribuir –, correspondem a uma pequena fração do total de energia consumida.

No Brasil, preferiu-se a hidroeletricidade, correspondendo a aproximadamente 85% da eletricidade produzida no país. Por um lado, isso é bom por impactar menos o meio ambiente  se comparado a outras fontes de energia não renováveis como petróleo, gás e carvão. Mas por outro lado, torna o país vulnerável às grandes mudanças climáticas que o mundo vem sofrendo.

Apesar da NASA não participar diretamente do planejamento energético dos EUA, produtos desenvolvidos pela instituição  com imagens de satélite e modelos computacionais  são primordiais para a compreensão e previsão meteorológica no país.

Na NASA, Augusto participa no desenvolvimento de novas pesquisas e tecnologias relacionadas ao comportamento da água em nosso planeta, publica artigos e capítulos de livros, ministra seminários, palestras e ainda encontra tempo para acompanhar o atual problema do desabastecimento de água brasileiro.

Na NASA, Augusto participa no desenvolvimento de novas pesquisas e tecnologias relacionadas ao comportamento da água em nosso planeta, publica artigos e capítulos de livros, ministra seminários, palestras e ainda encontra tempo para acompanhar o atual problema do desabastecimento de água brasileiro.

SurfingPedagogy.com: APROVEITANDO QUE VOCÊ CITOU O USO DE MODELOS HIDROLÓGICOS E DADOS DE SENSORIAMENTO REMOTO, PODERIA SER MAIS ESPECÍFICO EM RELAÇÃO A QUAIS FERRAMENTAS A NASA LHE DISPONIBILIZA A FIM DE QUE VOCÊ POSSA REALIZAR, POR EXEMPLO, ESTIMATIVAS DO DÉFICIT DE ÁGUA EM SOLO BRASILEIRO?

Augusto: Hoje em dia existem diversos satélites de observação da Terra operados por uma série de agências espaciais no mundo – com algumas das quais o Brasil, representado pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE, mantem colaborações. Esses satélites nos fornecem informações valiosas, em tempo real ou quase-real, a respeito de diferentes processos físicos que se passam no planeta, direcionando-nos a uma melhor compreensão da dinâmica terrestre. Alguns deles monitoram a água na superfície do planeta em diferentes estados, e em diferentes formas – tais como chuva, umidade do solo, nível das águas de rios, lagos e oceanos, e variação do armazenamento total de água na Terra.

De maneira a avaliar o grau de escassez de água nas regiões Nordeste e Sudeste brasileiras, utilizei dados do satélite GRACE (Gravimetry Recovery and Climate Experiment), que mede a variação da gravidade na Terra ao longo do tempo. De posse dessa informação, é possível estimar a variação do volume d’água em uma determinada região, ou seja, se há mais ou menos água naquele local. Como resultado, percebi que no ano de 2013, toda a região Nordeste e parte da Sudeste – incluindo áreas do Centro-Oeste –, estavam com um alto déficit de água, se comparado com a média dos últimos anos. Esses e outros resultados estão sendo apresentados em um artigo que será publicado em uma revista científica internacional.

O uso de dados de satélites com modelos computacionais é essencial para a realização de previsões de cheias e secas. Na NASA, desenvolvem-se alguns modelos que fornecem informações sobre o estado da água na Terra diariamente, e que encontram-se gratuitamente disponíveis na internet. Eu, inclusive, participo do desenvolvimento de um desses sistemas de modelagem. Tenho utilizado esse modelo que desenvolvi há alguns anos para entender melhor os processos hidrológicos na bacia Amazônica, apesar dele poder ser usado também em escala global.

Déficit de água em 2013, com relação à média de água disponível em nosso continente entre os anos de 2003 e 2013. Os valores estão em centímetros. Isso significa que em regiões em vermelho, houve uma redução de 15 cm no total de água armazenada. Os números parecem pequenos, mas se considerarmos o Nordeste, por exemplo, a região teve, naquele ano, um déficit de água de 101,4 km3 (água suficiente para encher – ou, nesse caso, esvaziar – 40 milhões de piscinas olímpicas).

Déficit de água em 2013, com relação à média de água disponível em nosso continente entre os anos de 2003 e 2013. Os valores estão em centímetros. Isso significa que em regiões em vermelho, houve uma redução de 15cm no total de água armazenada. Os números parecem pequenos, mas se considerarmos o Nordeste, por exemplo, a região teve, naquele ano, um déficit de água de 101,4km3 (água suficiente para encher – ou, nesse caso, esvaziar – 40 milhões de piscinas olímpicas) (dados em processo de publicação: cortesia de Augusto Getirana).

SurfingPedagogy.com: AOS SEUS OLHOS, DE QUE FORMA O BRASIL PODERIA CAMINHAR RUMO A UM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL? LHE PARECE POSSÍVEL QUE NOSSO PAÍS APRENDA COM ESSA SITUAÇÃO DA FALTA D’ÁGUA, E POSSA MELHOR SE PREPARAR PARA QUE, NO FUTURO, NOSSAS PRÓXIMAS GERAÇÕES POSSAM TER ASSEGURADO O SEU DIREITO AOS RECURSOS NATURAIS AINDA EXISTENTES NO PLANETA?

Augusto: O Brasil é o maior produtor natural de água doce do mundo, respondendo por cerca de 20% do total da água que escoa em direção aos oceanos. Entretanto, a distribuição espacial e temporal dessa água não é homogênea; isto é, nossa água não fica igualmente disponível por todo o pais, e tampouco ao longo do tempo.

Como agravante, observamos que o desenvolvimento industrial e o crescimento populacional no país durante muito tempo ficou concentrado em regiões historicamente desfavorecidas hidricamente, como o Nordeste e o Sudeste. Isso gera um estresse hídrico sobre a população e a economia durante períodos extremos de estiagem (como foi o caso em 2001, quando vivenciamos o “Apagão”, e agora mais recentemente, quando de novo nossa situação se agrava).

Outros países industrializados precisaram passar antes por más experiências, para se darem conta da importância em desenvolver soluções inovadoras para os seus problemas relacionados à água. No Brasil, atualmente temos know-how suficiente para resolvermos grande parte dos problemas relacionados a recursos hídricos e meio ambiente que enfrentamos rotineiramente. O que necessitamos agora á agregar esse conhecimento in loco a diretrizes de desenvolvimento sustentável e adaptabilidade às mudanças climáticas que vêm se tornando cada vez mais evidentes e frequentes.

SurfingPedagogy.com: SE O BRASIL POSSUI KNOW-HOW PARA RESOLVER OS SEUS PROBLEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUA, QUE MEDIDAS VOCÊ ACHA QUE NOSSO GOVERNO PODERIA ADOTAR IMEDIATAMENTE, VISANDO GANHAR TEMPO E AMENIZAR O QUADRO JÁ EM CURSO? SERIA TALVEZ O CASO DE PEDIR AJUDA EXTERNA? VOCÊ VÊ ALGUMA FORMA DE COOPERAÇÃO DE INFORMAÇÕES/SERVIÇOS POR PARTE DA NASA PARA COM O GOVERNO BRASILEIRO NESTA QUESTÃO, E/OU CRÊ QUE, DE TODO JEITO, NOS SERIA BENÉFICO RECEBERMOS TAL SUPORTE?

Augusto: Certamente, o Brasil está hoje bem munido de especialistas em recursos hídricos capazes de definir diretrizes para a sua gestão. Entretanto, a meu ver, a única medida de última hora a ser tomada seria o controle do uso de água até que as reservas voltem a níveis normais. Soluções eficazes para esses problemas devem ser planejadas e avaliadas de forma a que impactos socioeconômico-ambientais possam ser levados em conta e minimizados – e isso toma tempo.

A seca de 2014 no Brasil veio se anunciando há um bom tempo e, como eu disse anteriormente, em 2013 já se tinha indícios de déficit hídrico no Nordeste e Sudeste. Não vejo necessidade de ajuda externa. Basta boa vontade política para investir-se em soluções permanentes.

A quase totalidade dos dados e informações sobre recursos naturais gerados pela NASA é acessível via internet gratuitamente. Alguns modelos computacionais também são livremente disponibilizados por outros centros de pesquisa. Apesar de conveniente, o acesso livre a esses dados não gera demanda por avanços tecnológicos, deixando países usuários estagnados tecnologicamente.

Um comentário que fiz em minha tese, e que volto a citar aqui é que países como o Brasil, ainda que com evidentes avanços, mantêm o status de consumidores de informações adquiridas por centros de pesquisa estrangeiros. Faz-se essencial que nosso país entre na corrida por novas tecnologias de ponta, de maneira que possamos agregar mais conhecimento e solucionar problemas mais eficientemente.

Augusto apresenta seus trabalhos em várias partes do mundo. Por onde passa, procura de alguma forma transmitir a sua mensagem de que progresso e natureza caminham de mãos dadas. Nesta foto, esteve em Lima recentemente, lecionando no Instituto Geofísico del Perú.

Augusto apresenta seus trabalhos em várias partes do mundo. Por onde passa, procura de alguma forma transmitir a sua mensagem de que progresso e natureza caminham de mãos dadas. Nesta foto, esteve em Lima recentemente, lecionando no Instituto Geofísico del Perú.

SurfingPedagogy.com: AUGUSTO, FOI UM PRAZER RECEBÊ-LO EM NOSSO ESPAÇO. MUITO OBRIGADO PELA ATENÇÃO, PARABÉNS PELO SEU SUCESSO, E QUE POSSA CADA VEZ MAIS TER O SEU TALENTO RECONHECIDO. GOSTARIA DE DEIXAR UMA MENSAGEM DE DESPEDIDA PARA OS NOSSOS LEITORES?

Augusto: Acredito que cada um de nós assume um papel essencial na propagação de atitudes, comportamentos e ações ecologicamente corretas. Creio que devemos deixar de lado a ideia de “não serei o único a fazer isso”.

Quando ia à praia durante a adolescência – meados dos anos 90, quando ainda parecia ser considerado ‘normal’ jogar lixo no chão –, lembro de um amigo que, sempre que deixava a areia, fazia-o coletando o lixo largado por outras pessoas. Fora o primeiro exemplo que eu testemunhava adotando aquele hábito.

Da mesma forma que aquela ação única (pelo menos a meu ver, na época) mudou o meu comportamento na praia, certamente influenciou e tem influenciado o de tantos outros por aí. Isso se aplica desde o lixo jogado no chão, até a emissão de gases dos nossos automóveis, e a compra de produtos de impacto ambiental negativo.

Temos que passar a agir como parte de uma sociedade e assumirmo-nos responsáveis pelo estado atual em que nos encontramos, e não como vítimas dele.

Gostaria, finalmente, de agradecer a oportunidade do espaço e a atenção de todos: obrigado!

Bela foto, também cedida por Augusto, para concluirmos nossa conversa: flagrante da Natureza nas águas da província de Samaná, na República Dominicana.

Bela foto, também tirada e cedida por Augusto, para concluirmos nossa conversa: a Natureza acena para a lente do fotógrafo, nas águas da província de Samaná, na República Dominicana.

******

SurfingPedagogy.com é um oferecimento de:

(SurfingPedagogy.com is brought to you by):

Full logo REG

Copyright © 2009-2017

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s